Reportagem

Leitores endossam denúncias contra Vip Leilões

Enquanto o leiloeiro Vicente de Paulo Albuquerque vocifera nas audiências do embate judicial que trava contra esta jornalista ser um homem honesto, de conduta ilibada; leitores de todas as regiões do Brasil atestam as reportagens revelando fraudes nos leilões de veículos e reafirmam que Vicente e a empresa dele, a Vip Leilões, seriam os campeões dos golpes aplicados em arrematantes desavisados

Vip e Guariglia: acusadas de lesar arrematantes de veículos no Brasil

As centenas de comentários de leitores corroborando as matérias jornalísticas sobre as mais variadas formas de falcatruas praticadas no Brasil por pregoeiros desleais contra arrematantes de veículos em leilões País afora sepultam a frágil tese defendida pelo leiloeiro Vicente de Paulo Albuquerque Costa Filho, dono da Vip Leilões, quando ele esbraveja ser um “profissional idôneo, íntegro, detentor de postura irretocável!”.

O leiloeiro bradou enraivecido nas presenças da juíza Liliam Margareth da Silva Ferreira e do promotor de Justiça Spiridon Nicofotis Anyfantis, que pretende colocar esta repórter na cadeia por publicar “notícias mentirosas sobre a irrepreensível atuação dele no mercado de leilões de veículos”. Não é o que afirmam as vítimas de pregoeiros desonestos, inclusive àquelas inúmeras lesadas por Vicente de Paulo e a empresa dele.

Leitores de várias regiões do Brasil, e até do exterior, confirmam as denúncias de fraudes divulgadas por esta jornalista e muitos trazem à tona acusações mais graves ainda contra Vicente e outros leiloeiros desonestos. Do Ceará, o leitor Ciro Rocha relata ter arrematado da Vip Leilões um carro com o motor todo depenado e opina: _ “é uma vergonha, coisa de picareta, e não de firmas sérias”.

Do Tocantins, Gilmarcos Junior reclama que comprou duas motos da Vip Leilões e um ano depois não havia recebido os documentos delas. Inclusive uma das motos estaria presa pela falta da placa, que só pode ser feita com a documentação. A vítima entrou em contato com a empresa incontáveis vezes para resolver o caso, sem sucesso. “A Vip alega que os papéis estariam no Detran, mas o Órgão afirma que jamais os recebeu”, lamenta.

Ao relatar que a Vip está vendendo veículos de leilões a preços do conhecido site olx, Jonatas Oliveira, de São Paulo, defende ser mais vantajoso adquirir um veículo por um site de desapego, pela vantagem de o comprador poder fazer um test driver! Fato é que na Vip o comprador não pode verificar sequer a placa, pois lá é um mundo à parte onde as leis criadas pelo leiloeiro Vicente de Paulo não são alcançadas pelas leis brasileiras.

Depois de 10 anos adquirindo veículos na Vip Leilões o leitor Moacyr Júnior, do Maranhão, informa que ingressou com ação judicial contra a empresa para tentar recuperar mais de R$ 20 mil de prejuízo que lhe deram. Segundo o ex-cliente, os leilões de Vicente de Paulo teriam “virado uma safadeza” e a Vip estaria roubando as peças dos carros antes de entrega-los aos arrematantes.

Expert em leilões de veículos Moacyr, que negociou com a Vip mais de uma década, afirma que os veículos podem até chegar bons no pátio da empresa, mas sairão de lá “um lixo” e o comprador acabará lesado. A vítima afirma que de um GOLF TSI arrematado por ele, teriam roubado a central – uma das peças do carro. O autor do processo judicial contra a empresa de Vicente acrescenta: “Tentei resolver a questão, mas eles nem me respondem mais”.

O dono da Vip cometeu perjúrio – assim é tipificado o crime de falso testemunho no artigo 342 do Código Penal –, ao vociferar que as reportagens seriam embustes, nas duas audiências ocorridas em decorrência do processo criminal que ele move contra a autora da matéria. Segundo o leiloeiro, ao denunciar as fraudes em alguns leilões de veículos, inclusive nos realizados por ele, esta repórter teria incorrido nos crimes de calúnia, difamação e injúria, previstos nos artigos 138, 139 e 140, respectivamente.

Leiloeiro acima da soberania popular?!

De acordo com a ação judicial movida pelo dono da Vip, seria mentira que veículos são leiloados com multas em aberto; clonados, depenados, com chassis remarcados, bloqueados judicialmente, com dívidas em aberto ou até carros que foram pagos, mas nunca entregues aos arrematantes. As pessoas que caem nesses golpes são aquelas que se sujeitam a adquirir o carro abrindo mão do direito constitucional de verificar a placa antes de fechar o negócio.

A partir da proibição de ver a placa e o Renavam do veículo, uma norma criada por Vicente ao arrepio das leis brasileiras – ela fere o princípio da transparência e o direito à informação, previstos na Constituição Federal e no Código de Defesa do Consumidor –, abre-se as brechas para essas outras fraudes contra o consumidor. As provas das lesões estão nos comentários dos mais de 300 mil leitores que leram as reportagens. Apenas a matéria “Máfia de leiloeiros se alastra pelo Brasil” já alcançou mais de 230 mil acessos, e foi compartilhada por mais de 1,5 mil pessoas.

Nas duas audiências que houve o leiloeiro se preocupou em gritar palavras de baixo calão contra esta jornalista – proferidas nas presenças da juíza e do promotor de Justiça –, mas não explicou por que exerce um poder paralelo, atropelando o Estado Democrático de Direito caracterizado pela soberania popular por meio da Carta Magna. Deve ter razão a leitora Jucelia Mariquito, quando ela diz: _ “Esses pilantras (referindo-se aos leiloeiros desonestos) conseguem calçar sapatos em cobra, de tão ordinários que são”.

De São Paulo, o leitor Levi Cavalcante de Góes acredita que a Polícia Federal vai chegar na máfia chefiada por Vicente de Paulo. De Minas Gerais, André Luiz Costa lembra o certo: “Uma vez que os golpes foram denunciados o Ministério público tem que investigar”. Mas o leiloeiro está tranquilo e requer a condenação desta jornalista. Ele nem sequer explica à sociedade por que a Vip continua encabeçando o rol das empresas que mais lesam o consumidor; seguida pela Loop e pelo Palácio dos Leilões.

Fato é que pelos comentários e/ou denúncias dos leitores fica cristalino que o dono da Vip está longe de ser um profissional íntegro como apregoa. Vicente é o principal responsável por arruinar a credibilidade desse sistema de vendas no Brasil, e que funciona bem em qualquer outro País, pois lidera um grupo de pregoeiros que reza pela cartilha dele, por ter conseguido, apesar de ser contra a lei que rege a profissão de leiloeiro, fundar e presidir a ilegal Aleibras – Associação da Leiloaria Oficial do Brasil.

Público condena processos contra jornalista

Os leitores repudiam as ações cível e penal do leiloeiro Vicente contra esta repórter e manifestam apoio também através dos comentários. De Gravataí (RS) Elsa Bernardo traduz o pensamento da maioria absoluta dos leitores quando interpela:  Não pode alertar o povo? Ele quer continuar lesando a população? De San Pedro de Macorís, cidade localizada na República Dominicana, ao centro-leste da América Central, Manuel Jiménez transmite solidariedade, afirmando “Dios tiene el control.” Maria Clara Rodrigues da Silva, do Rio de Janeiro, pergunta: “Não pode mostrar as bandidagens, que logo são perseguidos? O que é isso?” 

Também do Rio de Janeiro Lourival Mateos Rodrigue questiona o porquê de não poder divulgar os golpes. Solange Limongi completa “a repórter não pode falar dos roubos? É o fim do mundo!”. Eduardo Arcolini considera o processo do leiloeiro um absurdo e lembra que “os golpes financeiros contra cidadãos de bem tem que ser denunciados”. Assim como dezenas de outros leitores, do Rio Grande do Sul Cláudio Leite Boucinha parabeniza esta repórter por denunciar os golpistas.

O processo do leiloeiro comprova, segundo os leitores, a inversão de valores éticos e morais que reina no Brasil. “É revoltante”, diz Edson Oliveira Pina, da Paraíba. Paulo Felippe da Silva, de São Paulo, traduz esse sentimento “Falar a verdade agora é crime”. Verlúcia Alves ironiza: “Isso é uma piada! Quer dizer que a jornalista é que vai presa e os golpistas ficam soltos, aplicando outros golpes?”. Paulo Veras, do Ceará, completa: “Em um País que bandido faz leis para bandidos não me admira que ela pegue pena de morte”.

Edilamar Tuta, de Pernambuco, também questiona sobre quem será preso, “a jornalista ou os golpistas?” Ela acrescenta: quer dizer que a jornalista tá errada e o vagabundo dono da Vip leilões tá certo? Um golpista desse tem que ser condenado, isso sim, mas como todos conhecem a Justiça brasileira, a jornalista é quem vai se dar mal”. Francisco Prado, de Minas Gerais, compactua do mesmo pensamento: “Vão cair em cima dela, pois o esquema é grande e os lucros enormes; tem gente graúda no meio”.

Nivaldo David dá os parabéns à repórter por publicar matérias de informações importantes para a sociedade e pede “cadeia para esses bandidos”. Do Rio Grande do Sul Odete Maria Rodrigues da Silva se espanta: “A jornalista divulga a fraude do leilão, e é processada? Que absurdo!”. Marlene Vogel, também do Rio Grande do Sul, analisa: “É este nosso Brasil! Se tem alguém que denuncia, é processado!!! Wlademir Corrêa resume a inversão de valores: “Neste País a água de chuva sobe o morro, o poste mija no cachorro!”.

Justiça em cheque

As críticas dos leitores atingiram ainda o Supremo Tribunal Federal (STF). Mauricio Souza graceja: “O bandido pede a Justiça para prender a repórter que denunciou o roubo. Agora ele vai entrar com ação no STF”. Pietro Bornecatto completa: “Vale tudo! Se ele pagar bem para o STF a jornalista vai presa.” Rodolfo Plazza ensina, “quem aplica golpes é que tem de ir preso”. Francisco Neném, de Várzea Alegre (CE) dispara: “Só o que tem é golpe, já caí”.

Márcia Elisa Gedoz (RS), espera que o juiz tenha discernimento. “Se for golpe tem que divulgar mesmo”. Ivani Nogueira interpela: “Que juízes são esses que atendem aos fraudadores em detrimento da verdade? Isso é censura e a censura já está chegando aos jornalistas”. Neida Iaconelli, de São Paulo, assevera: “Mais um ser humano sendo processado por dizer a verdade”.

Tahid Santos (BA), avisa: “Não duvidem que a repórter seja processada! O Brasil virou um País onde quem tenta fazer o correto, é punido! A “justiça” brasileira não tem credibilidade alguma, começando pelo alto escalão!”. Cidinha Cardoso (RJ) completa: “Estamos dominados pelos marginais. Eles mandam no Governo, no Judiciário, no Congresso e no Senado”.

De São Paulo, Sérgio Soruco desabafa: “País sem lei. Aqui quem tem dinheiro, tem o Judiciário a seu favor”. José Luiz, do Rio de Janeiro, encoraja esta repórter a não temer os processos e perseguições dos leiloeiros, quando diz: “Parabéns por ser uma grande Jornalista investigativa, EDNA SANTOS, e lutando pela nossa LIBERDADE DE EXPRESSÃO, que está na nossa CONSTITUIÇÃO, e Boa Sorte!

Como não cair em golpes

Leitores ensinam: “Conheça as casas de leilões para não ser vítima de fraudes”

Por culpa dos golpes aplicados por pregoeiros desonestos liderados por Vicente de Paulo, o mercado de leilões de veículos enfrenta uma fase de puro descrédito. O leitor Luiz Correia Leandro, do Ceará, diz que tinha o sonho de arrematar alguns carros e motos, mas “desistiu totalmente” depois que leu a reportagem sobre as maracutaias que infestam o sistema. Zarzi Torres analisa “tenho vontade de participar, mas a credibilidade dos leilões é zero”.

De São Paulo, Renato Baptista opina que a atitude desleal de alguns leiloeiros contra arrematantes acaba dando a impressão de que é tudo farinha de mesmo saco, o que só piora a situação. Lauro Oliveira, da Força Aérea de Brasília dá uma dica para arrematantes não amargarem prejuízo financeiro. Ele ensina: “Sou eu é quem coloco o preço no bem que me interessa. Passou da minha avaliação, estou fora. simples assim”.

Vários leitores, a exemplo de Rafael Araújo, perguntam como agir para não cair em golpes. Simples, é preciso conhecer as casas de leilão com quem se pretende negociar. Zé Diniz, que mora em Miami, informa que gosta da Copart; de fato, uma das casas de leilões mais idôneas na opinião do público. A empresa Leilões Brasil também é reconhecidamente séria, pois lá os arrematantes podem verificar a placa do veículo antes de pagar por ele.

O leitor Gerson Baldino informa que também confia na Copart, no Sodré Santoro e Freitas Leiloeiro: “Desses eu compro sem visitar o pátio e pela internet! Nunca tive problemas!”. Elny Fonseca, do Rio de Janeiro, ressalta que a pessoa tem que se policiar para não cair em ciladas. Laércio Cella, de Paris, ensina: “Os carros de leilão têm que ser entregues aos arrematantes sem débito algum e com toda a documentação 100%.

 

 

 

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